Advogada é acusada de xingar funcionários de um bar e imitar macaco

Ela é ré em três processos por injúria racial

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Rio de Janeiro – Agostina Páez, uma advogada e influenciadora da Argentina, continua presa ao Brasil e usando tornozeleira eletrônica. Ela é ré em três processos por injúria racial depois de um rolo em um bar de Ipanema. Na última quarta, a justiça negou o pedido dela para pegar o passaporte de volta e retornar para sua terra enquanto espera a sentença.

O problema todo começou em janeiro, por causa de uma discussão sobre um erro na conta. Agostina teria chamado um funcionário de negro para ofender. Ao sair do local, ela foi filmada imitando um macaco e chamando os trabalhadores de “monos”. Por causa disso, a polícia indiciou a mulher e o Ministério Público denunciou o caso.

Na justiça, a defesa e a promotoria tentaram um acordo para que ela cumpra a pena na Argentina. Mas, para isso, o Ministério Público exige que ela pague quase 200 mil como reparação para as vítimas. Agostina pediu desculpas e admitiu que cometeu um grande erro, oferecendo o pagamento de um salário mínimo por mês durante 10 anos para os envolvidos.

Como a lei brasileira mudou faz pouco tempo, a injúria racial agora é tratada como crime de racismo. Isso quer dizer que não tem fiança e o crime não morre com o tempo. Se o juiz decidir pela pena máxima nos três casos, ela pode pegar 15 anos de xilindró. Enquanto o martelo não bate, ela segue monitorada e proibida de cruzar a fronteira.

Fonte: GZH/Polícia Civil.

LEIA TAMBÉM: Vicaricídio vira crime hediondo e pode dar até 40 anos de prisão

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