São Paulo – Dispositivos pequenos, vendidos por menos de 100 reais, estão sendo usados por agressores para acompanhar a rotina de mulheres na capital paulista. As chamadas tags de rastreamento acabam escondidas em carros, bolsas, mochilas e até em objetos de crianças, permitindo a localização em tempo real sem que a vítima perceba.
A tecnologia funciona por conexão com celular e aplicativo, mostrando o deslocamento minuto a minuto. Em alguns casos, os aparelhos são colocados de forma escondida até dentro de pertences pessoais, o que dificulta a descoberta. A polícia alerta que esse tipo de prática tem aparecido com frequência em denúncias de perseguição.
Na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, os registros de perseguição cresceram 15,5% no primeiro trimestre do ano, com 104 ocorrências entre janeiro e março. Em um dos casos, uma pedagoga descobriu que estava sendo monitorada após receber alerta no celular e encontrou um rastreador no sapato do filho. O caso foi investigado, mas acabou arquivado, enquanto autoridades reforçam que o uso desse tipo de tecnologia pode configurar crime de perseguição e violência psicológica.
Fonte: Folha de São Paulo.
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