A auditoria interna da Petrobras apreendeu os celulares dos diretores William França e Sérgio Caetano, e está investigando-os devido a um contrato milionário com a empresa Unigel, que apresenta possíveis irregularidades.
O contrato, assinado em dezembro de 2023, no valor de 759 milhões, pode resultar em um prejuízo de 487 milhões para a Petrobras.
Há uma investigação em andamento pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a possível participação dos diretores na aprovação do contrato. Além disso, uma auditoria da empresa KPMG sugeriu o afastamento dos diretores durante as investigações.
Distribuição de lucros na Petrobras
Se a auditoria não aprovar as demonstrações financeiras até 5 de março, a Petrobras pode prejudicar a distribuição de lucros entre seus acionistas.
A Petrobras esclareceu, por meio de nota, que a celebração do contrato seguiu o sistema de governança da empresa e todos os procedimentos adequados. O valor do contrato está dentro do limite de aprovação do responsável pela área e passou por todas as instâncias prévias de anuência e validação. Assim, o sistema de governança foi integralmente respeitado.
A Petrobras negou a recomendação de afastamento dos diretores do processo de certificação das demonstrações financeiras e manteve o calendário de divulgação das demonstrações financeiras. A empresa afirmou que vem fornecendo todos os esclarecimentos solicitados pelo TCU.