Nacional – A nomeação de Tácio Muzzi para comandar a Polícia Federal no Rio esteve no centro da crise que terminou com a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. Na ocasião, Moro acusou Jair Bolsonaro de interferir na corporação.
As mudanças
Tercio Issami Tokano assinou as alterações em maio de 2020, quando era secretário-executivo do Ministério da Justiça. Entre os substituídos estava Ricardo Saadi, então superintendente da Polícia Federal no Rio.
Saadi era acusado pelo grupo político de Bolsonaro de perseguir Flávio Bolsonaro. A unidade acompanhava as apurações sobre o suposto esquema de repasse de parte dos salários de servidores no antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio.
A proximidade
Tokano acompanhou André Mendonça na Advocacia-Geral da União e no Ministério da Justiça. Atualmente, é um dos principais assessores do ministro no STF e ocupa a chefia de sua assessoria no Tribunal Superior Eleitoral.
O auxiliar também chegou a ser citado para comandar o Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União durante o governo Bolsonaro. Não há, no material apresentado, manifestação de Tokano sobre as trocas ou sobre as acusações feitas por Moro.
(Redação, João Lemes. Fonte: Revista Fórum)
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