Brasília – Distrito Federal – A Polícia Federal encontrou dois comprovantes de transferências bancárias de Jair Bolsonaro no valor total de R$ 6,8 milhões, trancados em um cofre na sede do Partido Liberal. As transferências, feitas a seus advogados, estavam relacionadas a honorários de defesa. Durante a operação, a PF também foram apreendidos passaporte e telefone do ex-presidente. A descoberta ocorreu em fevereiro deste ano, no contexto de investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado.

Imagem: Reprodução/PF
No primeiro semestre do mesmo ano, Jair Bolsonaro recebeu R$ 17,2 milhões por meio de 769 mil transações via Pix. Apoiadores arrecadaram esses valores em campanha para custear multas judiciais. Parte dos recursos foi utilizada para pagar os honorários dos advogados que defendem o ex-presidente em casos como o de tentativa de golpe de Estado e o das joias recebidas de governos estrangeiros.
Os beneficiários das transferências foram Paulo Amador Cunha Bueno e o escritório D. B. Tesser Sociedade de Advogados. Ambos atuam em processos de grande relevância envolvendo Bolsonaro. Cunha Bueno, doutor em direito penal e professor da PUC-SP, defende o ex-presidente na investigação sobre o golpe de Estado. Já Daniel Tesser assessora Bolsonaro no caso das joias. Os advogados destacaram a confidencialidade contratual e ética em suas relações profissionais com o cliente.

Imagem: Reprodução/PF
Fonte: Uol.
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