
A autorização para a venda de produtos e tecnologias foi concedida durante o governo de Michel Temer e desenvolvida sob o governo de Jair Bolsonaro. Houve um aumento significativo nas autorizações de exportação de tecnologia militar para a Arábia Saudita nos anos Bolsonaro.
A empresa brasileira Mac Jee foi responsável pela construção da fábrica, que fica dentro da Saudi Chemical Company Limited (SCCL), a maior produtora de energia civil e militar do país. A fábrica produz TNT e RDX, componentes usados em bombas. A tecnologia brasileira fornecida foi considerada menos sofisticada em comparação com outras ofertas da indústria militar mundial.
O Brasil é signatário de acordos internacionais que restringem a exportação de armas de destruição em massa, e o governo brasileiro não poderia permitir a exportação desses materiais para a fabricação de mísseis balísticos. No entanto, especialistas apontam que a tecnologia brasileira poderia ser utilizada para a produção de ogivas dos mísseis. A Mac Jee afirmou que o acordo cumpre as legislações do setor.
A relação entre o clã Bolsonaro e a Arábia Saudita se intensificou, mesmo quando o príncipe Mohammed bin Salman era visto como um pária mundial após o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi pelo regime saudita. Apesar das promessas de acordos bilionários, os investimentos da Arábia Saudita no Brasil não se concretizaram.
Fonte: O Estadão



