São Paulo – A gestão do prefeito Ricardo Nunes gastou R$ 2,2 milhões para distribuir 1,8 milhão de copos de água mineral no Carnaval de rua deste ano. Cada copo custou R$ 1,20, acima da média de R$ 0,80 no varejo online. A administração justificou a diferença com custos adicionais, como mão de obra, frete e tributos. A SPTuris, responsável pelo contrato, afirmou que a compra seguiu os trâmites legais, enquanto a gestão divulgou a ação como o “maior plano de hidratação do Carnaval do Brasil”.
A MM Quarter Produções e Eventos Ltda. forneceu a água por meio de um contrato de R$ 5,8 milhões, que foi aditado para R$ 15,2 milhões às vésperas da programação dos blocos. O reajuste foi baseado em uma cotação mais cara do que a marca distribuída. Enquanto a empresa usou como referência a água Serras de Cunha, vendida por cerca de R$ 70 a caixa, os copos entregues eram da marca Sereníssima, comercializados por aproximadamente R$ 30. A SPTuris alegou que não exigiu uma marca específica e que o processo respeitou as regras.
O Ministério Público investiga possível superfaturamento na compra de garrafas de água para servidores no Carnaval passado, estimando um sobrepreço de R$ 1,2 milhão. Na época, a prefeitura pagou R$ 5,52 por unidade, quase o dobro do valor de mercado. O prefeito criticou o promotor responsável pela denúncia e o chamou de “idiota”.
Fonte: Folha de São Paulo.
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