Os dados fazem parte da revista científica Biomedicine & Pharmacotherapy, em sua edição que vai circular em fevereiro.
A pesquisa foi realizada pelas universidades de Lyon, na França, e Quebec, no Canadá.
Os especialistas examinaram os dados de hospitalização em seis países, com pacientes que tinham sido expostos ao remédio.
O resultado foi um aumento do risco de morte, principalmente em razão de distúrbios do ritmo cardíaco.
Originalmente destinada a tratar malária, a cloroquina foi administrada inicialmente a pacientes da covid, “apesar da ausência de evidências de benefícios clínicos documentados”.
A Organização Mundial da Saúde não encontrou evidências de benefícios do medicamento e alertou para os possíveis efeitos colaterais. Em contraste, no governo de Bolsonaro, houve um aumento no abastecimento do remédio, com o ex-presidente promovendo seu uso pessoal.
O estudo levanta preocupações sobre a promoção indiscriminada da cloroquina, que foi retirada dos protocolos em muitos países devido à falta de comprovação de eficácia e potenciais riscos.



