Rio Grande do Norte – Um vídeo mostrando um artista pelado, dançando com o corpo todo pintado em uma galeria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, gerou uma onda de indignação na internet. O caso aconteceu no Departamento de Artes da instituição. A apresentação, que durou três dias, reabriu a velha discussão sobre o limite da arte e o uso das verbas do governo.
Críticas e cobrança por notas fiscais
O espetáculo chamou a atenção de estudantes e também de políticos. O vereador Matheus Faustino soltou o verbo na internet e criticou o uso do dinheiro do povo para financiar o que ele chamou de porcaria. O vereador revelou que vasculhou as contas do governo para saber o valor exato gasto no projeto, mas reclamou que os dados não aparecem nos canais de transparência, dando a entender que tentam esconder o custo da apresentação bizarra.
Artista alega pesquisa de dez anos
O bailarino Alexandre Américo entrou em contato para dar explicações. Ele declarou que a nudez faz parte do conceito estético do trabalho e não tem nenhuma conotação sexual. O sujeito informou que estuda essa performance faz dez anos e que o projeto passou por seleção regular para ganhar apoio da lei Aldir Blanc e do Ministério da Cultura. Ele lamentou os ataques e defendeu a sua liberdade de expressão.
Polêmica sobre placas na entrada
A universidade divulgou que a peça era gratuita e voltada apenas para maiores de 18 anos. Porém, o vereador rebateu a informação e contou que o local não tinha nenhum aviso sobre a idade permitida. Segundo ele, os organizadores só colocaram as placas de proibido para menores e proibido filmar depois que a denúncia estourou e o povo começou a reclamar. A universidade foi procurada, mas preferiu não se manifestar.
Redação, João Lemes; Fonte: Gazeta do Povo 🎭
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