Nacional – As contas públicas voltaram ao centro das preocupações econômicas depois que a dívida bruta fechou junho em 81,9% do Produto Interno Bruto. Segundo os dados divulgados pelo Banco Central, esse é o maior nível registrado desde 2021, durante a pandemia.
A dívida bruta reúne os débitos do governo federal, INSS, estados e municípios. Em maio, ela já havia alcançado 81,1% do PIB, o equivalente a 10,6 trilhões. Os juros e as novas emissões de títulos estão entre os fatores que aumentam o endividamento. Banco Central
O alerta fiscal
O Tesouro Nacional projeta que a dívida poderá terminar 2026 em 83,5% do PIB. O cálculo considera a necessidade de melhorar as receitas, controlar as despesas e cumprir as metas fiscais nos próximos anos. Tesouro Nacional
O crescimento da dívida aumenta a pressão sobre o governo do presidente Lula e também sobre o Congresso. Medidas anunciadas para conter despesas perderam força durante as discussões políticas, enquanto parte da economia obtida abriu caminho para novos gastos.
O cenário também pressiona os juros, reduz o espaço para investimentos públicos e aumenta a desconfiança sobre o arcabouço fiscal. Com a eleição próxima, o controle da dívida deverá fazer parte das propostas dos candidatos à Presidência.
Redação, João Lemes. Fonte: Folha de S.Paulo, Banco Central e Tesouro Nacional.
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