Brasília – A semana começa com pressão total do agronegócio nos corredores do Distrito Federal. Depois de muita espera, a pauta da renegociação das dívidas de quem foi castigado pelo clima voltou ao centro da mesa. O governo federal apresentou uma nova proposta que amplia o fôlego dos recursos, mas os produtores gaúchos ainda olham com desconfiança para as condições oferecidas, como juros e prazos de pagamento.
Os números na mesa de negociação
O senador Renan Calheiros, que é o relator do projeto, contou que a conversa avançou bastante. O plano inicial era de 30 bilhões de reais, mas agora o montante pode chegar aos 81 bilhões. A ideia do Ministério da Fazenda é criar dois caminhos: um para quem está em dia com as contas e outro para quem já está inadimplente, dando um prazo de até seis anos para quitar tudo.
O grito que vem do campo
Mesmo com o aumento do valor, as entidades que representam os agricultores, como a Fetag-RS, afirmam que seis anos é um tempo muito curto para o produtor se recuperar. O setor defende que o prazo seja de pelo menos dez anos, com três de carência. Além disso, a exigência de uma entrada em dinheiro e os juros altos são vistos como pedras no caminho de quem está com o caixa no vermelho.
O nó dos juros livres
Para a Farsul, o buraco é mais embaixo. O principal problema é que boa parte das dívidas rurais está em operações com juros livres, que não dependem diretamente de canetada do governo. Enquanto os senadores e ministros discutem os termos na capital, os produtores do Rio Grande do Sul seguem na expectativa de uma solução que realmente alivie o peso das perdas sucessivas causadas pelas secas e enchentes.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH/Gisele Loeblein 🌾
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