Brasília – DF – O presidente Lula chamou o pré-candidato do PT ao governo gaúcho, Edegar Pretto, para uma conversa decisiva. O encontro serve para tentar resolver o impasse que trava a aliança de esquerda no Rio Grande do Sul. O plano da direção nacional do partido, articulado por Edinho Silva, é que o PT abra mão da cabeça de chapa para apoiar Juliana Brizola (PDT), como estratégia para fortalecer o palanque de Lula no estado.
Resistência gaúcha
A ideia de ceder o lugar para a neta de Leonel Brizola não agrada nem um pouco ao diretório estadual do PT. Nos bastidores, as lideranças gaúchas reforçam que a escolha de Pretto é legítima e que só aceitarão recuar se houver uma imposição direta “de cima para baixo”. O ex-presidente da Conab tem dito a aliados que pretende defender a candidatura própria até o fim e que não aceita ser vice na chapa do PDT.
Cartas na mesa
Caso o martelo seja batido pelo apoio a Juliana, Edegar Pretto já ventila a possibilidade de mudar de rumo e concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. A reunião com Lula é vista como o “dia D” para a federação Brasil da Esperança, já que o tempo das convenções se aproxima e a militância cobra uma definição para começar a colocar a campanha na rua.
Xadrez político
A costura nacional tenta evitar que o campo progressista saia dividido no Rio Grande do Sul, o que facilitaria o caminho para os adversários de centro e de direita. Enquanto Pretto e o presidente do PT gaúcho, Valdeci Oliveira, tentam segurar o projeto próprio, o Planalto joga com o peso da reeleição presidencial para convencer os correligionários de que a união com os brizolistas é o melhor caminho tático para 2026.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH 🚔
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