EUA enviam soldados à América Latina

O plano envolve um batalhão de 600 militares e prevê treinamentos no Panamá, na Colômbia e em Honduras

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América Latina – Os primeiros integrantes da 10ª Divisão de Montanha do Exército americano começaram a chegar a uma instalação de treinamento na selva panamenha. Segundo autoridades militares ouvidas sob condição de anonimato, os contingentes participarão de exercícios com forças locais e poderão apoiar equipes de operações especiais que assessoram ações contra suspeitos de tráfico de drogas.

Os destinos e as funções
Após a etapa no Panamá, parte dos soldados seguirá para a Colômbia, onde está previsto o exercício militar Southern Vanguard. Outros irão para Honduras. As possíveis tarefas incluem proteger helicópteros americanos e prestar apoio caso as equipes de operações especiais enfrentem dificuldades. O envio é temporário, mas, conforme as autoridades, poderá abrir caminho para uma presença mais duradoura.

A movimentação acompanha a transferência de drones MQ-9 Reaper da África para a Colômbia e o Equador. O Pentágono também prepara centenas de soldados para reforçar um comando de operações sediado em Miami. O general Francis L. Donovan, responsável pelo Comando Sul, afirmou que os EUA pretendem ampliar as ações, passando de ataques a embarcações para operações terrestres.

Os riscos da ampliação
A possibilidade de ofensivas em terra provoca preocupação com a soberania dos países e com a segurança de civis. Segundo o material divulgado, alguns militares americanos de alto escalão também questionam a falta de um objetivo claro e de um plano de saída. Eles temem que ataques contra soldados dos EUA provoquem uma escalada e prolonguem o envolvimento na região.

A campanha no Caribe e no Pacífico Oriental já soma 71 ataques a embarcações e ao menos 239 mortes, conforme os dados apresentados na reportagem. O governo americano afirma que os alvos transportavam drogas, mas não apresentou provas dessa acusação. Procurado sobre os novos deslocamentos, o Pentágono não comentou a movimentação e afirmou que mantém a cooperação com países parceiros. Panamá, Colômbia e Honduras não haviam respondido aos pedidos de manifestação.

(Redação, João Lemes. Fonte: Folha de S.Paulo)

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