Brasília – DF – A Federal concluiu que o ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, recebeu dinheiro vivo para favorecer um esquema de fraudes. A investigação aponta que o grupo realizava descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, gerando um prejuízo de mais de 700 milhões.
José Carlos de Oliveira, também conhecido como Ahmed Mohamad Oliveira atuou como ministro do Trabalho e Previdência no governo Bolsonaro e está envolvido em investigações sobre fraudes no INSS.
Dinheiro em malas
Os investigadores identificaram que o ex-ministro usava apelidos como Abou Yasser e São Paulo para tratar das negociações. As mensagens trocadas entre os envolvidos falavam em entregas de peças e encomendas, o que a polícia comprovou tratar-se de propina. Em um dos episódios, um saque de 500 mil em dinheiro vivo teria ocorrido justamente no período de uma das conversas sobre a entrega de uma mala de roupas.
Liberação de recursos
A apuração mostra que José Carlos Oliveira agiu para liberar cerca de 15 milhões para a Conafer, entidade que fazia os descontos ilegais nos benefícios. O documento da PF indica que a verba foi liberada sem as autorizações necessárias. Após deixar o governo, o ex-ministro tentou manter contatos com o grupo, mas não teve sucesso, o que sugere que o poder estava ligado apenas ao cargo que ocupava na época.
A defesa nega
Em depoimento, José Carlos Oliveira negou qualquer irregularidade e disse que a liberação do dinheiro seguiu pareceres técnicos. Ele também afirmou que seu codinome seria uma referência à conversão ao islamismo. O relatório da polícia agora vai para o Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia contra o ex-ministro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Redação, João Lemes; Fonte: Polícia Federal 🚔
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