Nacional – A proposta em discussão no Senado prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana. A primeira votação está prevista para 14 de outubro, e o governo pretende concluir a análise antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
A declaração
Flávio Bolsonaro (PL) anunciou em 13 de outubro que votará a favor da mudança. O candidato, que vinha criticando a votação perto da eleição, justificou a posição pelo apoio dos trabalhadores ao fim da escala. A declaração foi feita após uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
As ressalvas
Flávio ainda defende que os trabalhadores possam negociar jornadas flexíveis e receber pelas horas trabalhadas. Citou quem trabalha de casa e mães que só podem trabalhar parte do dia. Também afirmou que a redução da jornada poderia exigir contratações e elevar custos, por isso quer uma compensação do governo às empresas.
Os partidos
Wellington Fagundes (PL-MT) indicou que o PL deve liberar seus senadores para decidir o voto. Tereza Cristina (PP-MS), responsável por mediar conversas entre os partidos e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que outras legendas de oposição devem seguir o mesmo caminho.
A votação
A proposta é o único item previsto na pauta do plenário nesta semana. A líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), deverá pedir a redução dos intervalos entre as votações. Para passar no Senado, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores, em cada um dos dois turnos.
(Redação, João Lemes. Fonte: O Globo, Correio Braziliense e Senado Federal)
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