Distrito Federal – O senador Flávio Bolsonaro exonerou de seu gabinete o ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Celso Leonardo Barbosa. A demissão aconteceu logo após a divulgação de informações sobre o passado do funcionário, que havia sido retirado do banco público após denúncias de assédio sexual. O assessor recebia um salário mensal de 20,7 mil reais e acabou perdendo o cargo de forma imediata.
Acordo com a Justiça e culpa assumida
A investigação sobre o comportamento de Celso Leonardo apontou que ele fez um acordo com a Justiça, no qual assumiu a culpa pelas acusações de assédio e passou a prestar serviços comunitários para pagar pelo erro. Uma funcionária do banco relatou que foi atacada por ele durante uma viagem de trabalho. Além disso, o Ministério Público processa o sujeito por falsidade ideológica, sob a acusação de adulterar documentos para conseguir a vaga de chefia no banco.
Trabalho particular no horário de expediente
A situação do assessor piorou porque ele usava o horário de trabalho no Senado para dar palestras e aulas particulares pelo país. O envolvido viajava para estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro em dias de semana, enquanto deveria estar cumprindo expediente em Brasília. Em sua página na internet, o sujeito escondia tanto o cargo político quanto a sua passagem polêmica pela Caixa, se apresentando apenas como palestrante e investidor.
Gabinete alega que foi enganado
O senador Flávio Bolsonaro declarou em nota que as denúncias são incompatíveis com a equipe e que o assessor omitiu os problemas que tinha com a Justiça. A defesa do ex-assessor foi procurada para se manifestar sobre a demissão, mas não atendeu aos telefonemas.
Fonte: Folha de S.Paulo.
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