O governo Lula aumentou a alíquota de PIS/Cofins sobre o óleo diesel para R$ 0,13 por litro, valor que permanecerá vigente até o final do ano.
Esta taxa tinha sido zerada em março de 2021 no governo Bolsonaro, mas foi retomada em 5 de setembro, inicialmente a R$ 0,11 por litro.
A reoneração foi antecipada pelo governo Lula de maneira parcial e escalonada para financiar o programa que oferece descontos na compra de veículos novos.
Em comparação com o início de setembro, o aumento terá um impacto de R$ 0,12 por litro. Em relação aos valores já em vigor, o acréscimo deve ser de R$ 0,02.
A cobrança da alíquota cheia de PIS/Cofins, que é de R$ 0,35 por litro do diesel, está programada para ser reintroduzida em janeiro de 2024.
Essa nova etapa de reoneração provavelmente irá aumentar ainda mais o preço do diesel nos postos, que já está no seu nível mais alto desde fevereiro. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, o diesel foi vendido em média a R$ 6,10.
Outros fatores apontam para uma tendência de aumento nos preços do diesel. O Brasil importa 25% do que é consumido. Com a nova política de preços da Petrobras não seguindo completamente o cenário global, ocorre uma defasagem entre os preços domésticos e os praticados no exterior, o que dificulta as importações.
Até o momento, a situação não era pior devido à intensificação das compras de diesel da Rússia. Em meio ao conflito, a Rússia estava exportando a preços mais baixos devido às sanções aplicadas, sendo necessário escoar o produto. Entretanto, em 21 de setembro, a Rússia decidiu reduzir as exportações de diesel em 30%, pressionando os importadores brasileiros a recorrerem a outros mercados a preços mais elevados. Isso pode levar a um aumento de preço pela Petrobras para evitar qualquer risco de escassez do combustível.



