Em 16 de março de 1990, o presidente Fernando Collor anunciou o Plano Collor, que incluía o confisco de grande parte do dinheiro das contas bancárias da população. O objetivo era combater a hiperinflação, mas a medida causou grande indignação e prejudicou a classe média, que ficou sem recursos para pagar suas dívidas. O dinheiro que excedesse 50 mil cruzeiros ficaria retido no Banco Central por 18 meses, com promessas de devolução parcial.
O plano provocou uma queda no consumo e, a curto prazo, uma redução na inflação. No entanto, a situação piorou rapidamente: os preços voltaram a subir, a Bolsa de Valores despencou e o PIB do Brasil encolheu. A desconfiança na economia cresceu e o desemprego aumentou, aprofundando a crise política e econômica.
A insatisfação popular com o plano foi um dos fatores que levou ao impeachment de Collor em 1992, após um escândalo político envolvendo seu irmão. Zélia Cardoso de Mello, responsável pela criação do plano, pediu demissão em 1991 e, após alguns anos, se mudou para os Estados Unidos, onde seguiu sua vida pessoal.
O dinheiro foi devolvido?
O dinheiro que foi retido no Plano Collor foi devolvido, mas de forma gradual e com muitos problemas. A devolução foi feita em doze parcelas mensais, com correção monetária e juros de 6% ao ano. Contudo, muitas pessoas enfrentaram dificuldades e desconfiança em relação ao processo de devolução.
Fonte: O Globo.
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