Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, afirmou que integrantes do agronegócio estavam em “angústia” esperando que fosse consumado um golpe de Estado no Brasil.
Cid relatou que o grupo pressionava o governo e esperava que Bolsonaro assinasse um decreto para que as Forças Armadas tomassem o poder. As declarações foram dadas no contexto da investigação sobre a tentativa de golpe, que resultou na denúncia de Bolsonaro e de outras 33 pessoas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Durante o interrogatório, o ministro Alexandre de Moraes questionou trocas de mensagens entre Mauro Cid e Aparecido Andrade Portela, suplente da senadora Teresa Cristina, apontando indícios de financiamento a acampamentos golpistas. Segundo Cid, a expectativa do agronegócio era motivada pela promessa de Bolsonaro de encontrar irregularidades nas eleições até o final de 2022.
No depoimento, Moraes lê a troca de mensagens entre Portela e Cid:
Portela: — O pessoal que colaborou com a carne está me cobrando se vai ser feito mesmo o churrasco.
Mauro Cid exclama: — Vai sim. Ponto de honra. E complementa: nada está acabado ainda da nossa parte.
Depois de ler o trecho, Moraes questiona o delator:
— Obviamente, não era a picanha que não estava acabada ainda, não é, coronel? — questiona o ministro.
Acampamentos e “carne”
Cid diz que os manifestantes que ficaram 70 dias acampados em frente aos quartéis estavam cobrando um posicionamento do governo e pressionando pela tomada do poder pelas Forças Armadas.
— A minha resposta era no sentido de que o presidente sempre falava a mesma coisa: até dia 31 (de dezembro) vai aparecer alguma coisa. Até o dia 31, eu vou encontrar uma fraude nas urnas. É o que o pessoal estava esperando — relatou.
Fonte: GZH.
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