A 2ª Vara Federal de Uruguaiana condenou o governo federal a pagar uma indenização de 600 mil à família de um militar de 24 anos que morreu durante um treinamento em 2022.
Os familiares alegaram que a morte ocorreu devido a complicações da rabdomiólise, agravadas pela demora no atendimento médico. O militar passou mal às 6h20 durante uma atividade do Curso de Ações de Comando em Niterói (RJ) e foi atendido no local. Devido à gravidade, foi levado à Policlínica Militar de Niterói, onde deu entrada às 9h17.
A União contestou, afirmando que o militar ingeriu substâncias anabolizantes. A juíza responsável considerou que houve nexo causal entre o treinamento militar, a demora no atendimento médico e o falecimento.
A sentença determinou o pagamento de 200 mil de danos morais ao filho do militar e 100 mil a cada um dos demais familiares. A decisão pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).