Rio de Janeiro – O militante do PT Mauro Figueiredo Rocha, de 69 anos, foi agredido em frente ao prédio onde mora, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Segundo relato à polícia, ele foi abordado por três pessoas após ser identificado com um adesivo da deputada federal Benedita da Silva preso à bolsa. Mauro afirma que sofreu agressões físicas, ameaças de morte e ofensas políticas e religiosas.
Polícia investiga o caso
De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão durou cerca de cinco minutos e terminou após a intervenção de um pedestre que passava pelo local. A vítima relatou que ouviu frases ofensivas e ameaças, além de gritos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Mauro também afirmou que teve um terço arrancado durante o ataque e sofreu golpes no rosto e no pescoço. O caso foi registrado inicialmente na delegacia de Copacabana e agora é investigado pela 14ª DP, no Leblon.
“Foi uma agressão cruel. Foi de uma brutalidade sem tamanho. Foi uma tentativa de homicídio. Eles iam me matar. Só pararam porque chegou um homem forte e falou: ‘para, para, vocês vão matar o velho’. E, depois, saíram rindo” declarou Mauro.
PT cobra punição aos responsáveis
Após a agressão, Mauro passou por exame de corpo de delito e recebeu atendimento médico. O prontuário registrou escoriações no rosto, além de queixas de dor de cabeça e vertigem. Em nota, o PT classificou o episódio como violência política e cobrou a identificação e punição dos responsáveis. Benedita da Silva também se manifestou, afirmando que o caso representa um ataque à democracia e ao direito de livre manifestação. As investigações seguem em andamento e, até o momento, ninguém foi preso.
Fonte: Revista Fórum.
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