Brasília – DF – Segundo cálculos da Advocacia-Geral da União (AGU), o montante chega a R$ 7,1 bilhões, somando punições impostas a manifestantes e empresas que interromperam o tráfego após a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas.
Execução nos estados
Como relator do caso, Moraes já havia homologado os valores em dezembro de 2025. Agora, o processo entra na fase de cobrança direta nos locais de domicílio dos devedores. Na prática, as varas federais locais serão responsáveis por intimar os multados a quitarem os débitos. Embora os caminhoneiros ainda possam apresentar defesa, o pagamento segue a ordem já validada pelo Supremo.
Multas milionárias
Os bloqueios começaram em 31 de outubro de 2022 e atingiram quase todos os estados. Na época, a justiça fixou multas de R$ 20 mil para pessoas físicas e R$ 100 mil para jurídicas, além de uma punição de R$ 100 mil por hora para quem insistisse em manter os veículos obstruindo as vias. O levantamento da AGU aponta casos extremos, como o de um caminhoneiro do Mato Grosso que acumulou uma dívida de R$ 147,1 milhões por manter a pista fechada por mais de 1,4 mil horas.
Rigor nas restrições
A decisão de Moraes ocorre em um momento de cerco judicial fechado contra os envolvidos em atos antidemocráticos. Além das multas financeiras, o ministro tem mantido rédea curta sobre as medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleiras e a proibição de uso de redes sociais para os condenados. A execução bilionária das multas é vista como um movimento definitivo para encerrar o impasse jurídico que se arrasta desde o final de 2022.
Redação, João Lemes; Fonte: O Tempo 🚔
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