Nacional – Os gastos dos eleitos serão descontados da cota parlamentar de fevereiro de 2027, primeiro mês da próxima legislatura. O ato do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicado no dia 21, permite ressarcir despesas anteriores ao início do mandato, incluindo atividades previstas para novembro deste ano.
As despesas autorizadas
Para o Seminário de Ambientação, em Brasília, estão previstas passagens de ida e volta e até três diárias e meia para cada deputado eleito e um assessor. Para a sessão preparatória e a posse, o ato autoriza passagem entre o Estado de representação e o Distrito Federal, com retorno, além de até quatro diárias de hospedagem.
A diferença para as regras anteriores
Rodrigo Maia e Arthur Lira também autorizaram reembolsos antes do início das legislaturas de 2019 e 2023. As regras, porém, limitavam o ressarcimento a uma passagem para Brasília e até três diárias. Também restringiam as despesas ao mês de janeiro, sem incluir atividades realizadas no ano anterior à posse.
A disputa pelo comando da Câmara
Motta pretende continuar na presidência e recebeu apoio de partidos do Centrão, além de PSB e PDT. Segundo a reportagem, integrantes dessas legendas defendem a união para conter o avanço do bolsonarismo na Câmara. Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, afirmou que a direita terá maioria para eleger os próximos presidentes da Câmara e do Senado.
O valor da cota
A verba mensal varia conforme o Estado pelo qual o deputado foi eleito. Segundo os valores apresentados na reportagem, vai de 41.612,55 para representantes do Distrito Federal a 58.474,70 para os de Roraima. O dinheiro pode custear despesas do mandato, como passagens, escritório, alimentação, aluguel de carros e combustível.
(Redação, João Lemes. Fonte: Estadão)
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