A medida também afeta diretamente a ponteira Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde. A atleta é a primeira mulher trans a disputar uma partida oficial da Superliga feminina e atua pelo clube desde 2021.
Nacional – A Superliga A e B da temporada 2026/27, a Supercopa de 2026 e a Copa Brasil de 2027 estão entre os torneios abrangidos pela política de elegibilidade anunciada pela Confederação Brasileira de Voleibol na sexta-feira (14).
Os critérios
A CBV restringiu a categoria feminina às atletas do sexo biológico feminino. Com a decisão, mulheres trans não poderão disputar as competições femininas organizadas pela entidade.
A verificação poderá incluir testes genéticos para identificar a presença do gene SRY, associado ao cromossomo Y. A regra anterior permitia a participação conforme critérios relacionados aos níveis de testosterona. Segundo a CBV, a mudança segue orientações do Comitê Olímpico Internacional, da Federação Internacional de Voleibol e da Confederação Sul-Americana de Voleibol.
O caso Tifanny
A decisão afeta diretamente a ponteira Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde. Ela foi a primeira mulher trans a disputar uma partida oficial da Superliga feminina e joga pelo clube desde 2021.
O Osasco informou que foi surpreendido pela medida e acionou o departamento jurídico para analisar a situação. O clube apoiou Tifanny e criticou a falta de participação das equipes na elaboração da política. No Campeonato Paulista, a atleta poderá continuar jogando porque o torneio começou antes da publicação da regra.
(Redação, João Lemes. Fonte: Diário de Santa Maria)
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