Nacional – As famílias compraram 1,46% menos em setembro do que no mês anterior, após duas altas seguidas. Apesar do recuo, o consumo ficou 0,59% acima do registrado em setembro de 2025, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
No acumulado de janeiro a setembro, o crescimento permaneceu praticamente estável em relação ao balanço até agosto, que apontava 2,71%. O levantamento desconta a inflação medida pelo IPCA e reúne desde pequenos supermercados de bairro até grandes estabelecimentos.
O peso da renda
Para o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, o mercado de trabalho ajuda a sustentar as compras. Ele citou a taxa de desemprego de 5,3% no trimestre encerrado em agosto e o rendimento médio de 3.777 reais, com aumento real de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Milan também apontou os pagamentos do Bolsa Família, de valores judiciais e de restituições do Imposto de Renda como recursos que contribuem para o orçamento doméstico. Segundo ele, mesmo com o avanço no ano, as famílias precisam dividir a renda entre alimentação e outros compromissos.
As preocupações do setor
A entidade defende a isenção de impostos sobre a cesta básica e manifesta preocupação com a tributação dos demais produtos, o endividamento das famílias e os efeitos das mudanças na jornada de trabalho sobre o abastecimento.
(Redação, João Lemes. Fonte: Agência Brasil)
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso



