Brasília – DF – Por 42 votos a 34, os senadores decidiram barrar a ida de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A votação secreta derrubou os cálculos do Planalto, que achava ter o apoio de pelo menos 45 parlamentares, mas acabou vendo a indicação ir por água abaixo em uma quarta-feira de tensão no Congresso.
A queda de braço com Alcolumbre
O clima já estava azedo desde o ano passado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não gostou nem um pouco de ter sido deixado de lado na hora da escolha e preferia o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga. O governo segurou o envio do nome de Messias por cinco meses tentando amansar a resistência, mas o gesto de “cortesia” que faltou lá no início custou caro agora na hora do vamos ver.
O tabu quebrado desde 1894
Faz tempo que o Senado não batia o pé desse jeito contra um indicado ao Supremo. A última vez que isso tinha acontecido foi lá nos tempos de Floriano Peixoto, em 1894. De lá para cá, 172 ministros passaram pela Corte sem grandes problemas. A rejeição de Messias, que é o terceiro nome indicado por Lula neste mandato, obriga o presidente a voltar para a prancheta e escolher um novo nome que consiga passar pelo crivo dos senadores.
A vitória comemorada pela oposição
Mesmo tentando fazer acenos aos evangélicos e se dizendo contra o aborto durante as oito horas de conversa na comissão, Messias não convenceu a turma da direita. Senadores como Flávio Bolsonaro comemoraram o resultado como uma vitória da oposição e um sinal de que as instituições estão marcando seu território. Agora, o governo precisa lamber as feridas e repensar a estratégia para a próxima vaga, enquanto o país assiste a esse capítulo raro na história da política brasileira.
Redação, João Lemes; Fonte: CNN e Agência Senado 🏛️
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