O governo pressiona deputados e ameaça cortar cargos de quem apoiar anistia

O Palácio do Planalto mobiliza articulação para barrar avanço do projeto que pode beneficiar Bolsonaro

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Brasília – DF – O governo Lula intensificou a articulação política para impedir que a Câmara vote a anistia aos condenados por atos golpistas. A principal meta do Planalto é evitar que o pedido de urgência — que acelera a tramitação do texto — seja aprovado. Integrantes da base admitem que, caso a proposta avance, há ameaça de retirada de cargos de deputados que votarem a favor.

Estratégia do Planalto
A Secretaria de Relações Institucionais, chefiada por Gleisi Hoffmann, tem mapeado os cargos federais indicados por parlamentares do Centrão. A ideia é usar essa pressão para evitar traições na votação. Deputados que não quiserem votar contra a urgência foram orientados a se ausentar.

Pressão na Câmara
Aliados de Jair Bolsonaro tentam convencer o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o tema até quarta-feira (17). O governo, por sua vez, trabalha para que a urgência não alcance os 257 votos necessários.

Divisão nos partidos
No PL e em parte do Centrão, há quem defenda uma anistia ampla, que inclua a reabilitação eleitoral de Bolsonaro. Outros, porém, aceitam apenas uma versão que mantenha o ex-presidente inelegível. Dentro da própria base governista, há queixas pelo ritmo lento de liberação de emendas, o que pode fragilizar o Planalto.

Disputa de prioridades
Para enfraquecer o debate sobre a anistia, a base governista quer colocar em pauta já na próxima semana o projeto que isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil, medida de forte apelo popular.

Clima de confronto
O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) afirmou que a anistia não será votada: “Se pautar, vamos derrotar no voto”. Já Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que o governo só enxerga esse debate em cenário de derrota da oposição.

Com a pressão crescente, aliados do presidente Lula descrevem o embate como uma “guerra política” que vai definir não apenas o destino da anistia, mas também o equilíbrio de forças dentro da Câmara.

(Folha de S.Paulo)

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