Nacional – A Federal pediu mais 90 dias para esclarecer o caminho dos recursos destinados à produção de Dark Horse. O pedido foi apresentado no dia 16 ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O inquérito apura como o dinheiro foi movimentado e qual foi seu destino.
Segundo informação divulgada pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o liquidante do Banco Master, Eduardo Bianchini, afirmou em relatório que não encontrou registros contábeis, documentos ou contratos de financiamento ou patrocínio ao longa sobre Jair Bolsonaro. A ausência desses registros mantém em aberto a origem e a forma de repasse dos valores.
A resposta do senador
Por meio da assessoria, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que apenas procurou Daniel Vorcaro, então controlador do Master, para pedir o patrocínio. A equipe do senador afirmou que ele não participou dos pagamentos nem recebeu informações sobre como o dinheiro foi transferido.
O relato do delator
Os recursos teriam passado pelo grupo Entre, ligado ao empresário Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, que firmou um acordo de delação premiada. Segundo ele, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, deu a ordem para os repasses. O empresário afirma que recebeu a informação de que os valores seriam destinados a um investimento imobiliário.
Mineiro alega que houve fraude e que só meses depois soube que o dinheiro teria sido destinado ao filme. Ele também afirma que pediu a devolução dos valores, mas não recebeu retorno. Essas declarações integram o relato do delator e não representam uma conclusão da investigação.
(Redação, João Lemes. Fonte: Fronteira 360 e Folha de S.Paulo)
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