Nacional – A inflação, as contas do governo e os conflitos internacionais vão pesar nas próximas decisões do Banco Central. Para os analistas ouvidos pelo GZH, a retomada da redução dos juros depende de sinais mais claros sobre os gastos públicos e a trajetória dos preços.
O Copom (Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central) interrompeu a sequência de cortes nesta quarta, dia 4. Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, estima que a taxa permaneça no nível atual até março de 2027. Essa é uma projeção do analista, não um prazo anunciado pelo Banco Central.
As contas do governo
Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo da Anefac, avalia que o governo precisa mostrar como pretende conter os gastos e frear o crescimento da dívida pública. Agostini também defende um plano consistente de ajuste fiscal. Na avaliação desses especialistas, medidas capazes de reduzir a desconfiança sobre as contas públicas podem ajudar a diminuir as expectativas de inflação.
O peso das guerras
Os conflitos no Oriente Médio e as tarifas dos Estados Unidos também entram na conta. A alta do petróleo pode encarecer combustíveis, enquanto oscilações do dólar afetam produtos e materiais importados. Essas pressões dificultam o controle dos preços e podem prolongar a cautela do Banco Central.
Trocando em miúdos
Os juros não têm data garantida para baixar. O Banco Central quer sinais de que a inflação caminhará para a meta antes de retomar os cortes. Para famílias e empresas, isso significa que a decisão não traz um alívio imediato no custo dos empréstimos e financiamentos. Mesmo quando a Selic cair, a redução das taxas cobradas pelos bancos não é automática nem igual para todos.
(Redação, João Lemes. Fontes: GZH)
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