Belo Horizonte – MG – Os 24 mandados são em Minas, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. A ação é a 10ª fase da Operação Overclean.
A investigação trata de contratações da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. Pelo menos três procedimentos resultaram em contratos que, somados, passam de 80 milhões de reais para serviços e materiais didáticos.
Os contratos
Segundo a Federal, há indícios de direcionamento das contratações para beneficiar fornecedores. Outros processos também são analisados. Os fatos investigados podem configurar crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Entre os alvos citados pela imprensa estão os empresários Marcos Moura, Fábio Parente e Alex Parente, além do ex-secretário de Educação de Belo Horizonte Bruno Barral. A Federal não divulgou os nomes dos alvos em sua nota oficial.
O pedido contra ACM Neto
A Federal também pediu autorização ao Supremo para fazer uma busca relacionada a ACM Neto, candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil. O ministro Kassio Nunes Marques negou o pedido por entender que não havia fundamento suficiente para a medida. A Procuradoria-Geral da República havia se manifestado a favor da busca.
Conforme a investigação, os policiais querem esclarecer se ACM Neto participou da indicação de Bruno Barral para a secretaria e se a nomeação teria relação com empresários interessados em contratos públicos. ACM Neto nega ser investigado na Operação Overclean.
(Redação, João Lemes. Fontes: Polícia Federal, UOL)
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