Rio de Janeiro – RJ – A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância abriu uma apuração sobre o episódio registrado na Barra da Tijuca, em 24 de outubro, durante uma manifestação de apoio a Flávio Bolsonaro. A corporação confirmou o procedimento no dia 26 e informou que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias.
As imagens, feitas pelo jornalista francês Raphaël Bernard e publicadas pela revista Fórum, mostram um participante branco segurando uma corrente ligada a um manifestante negro. Este usava adesivos e inscrições relacionados ao PT e carregava um tridente. O outro gritava ofensas a Lula.
O pedido de investigação
O Ministério da Igualdade Racial solicitou ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio a apuração de um possível crime de racismo. Bernard afirmou que ficou chocado com a cena. A investigação ainda não apresentou uma conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos.
A versão dos participantes
Carlos Martins, que aparece segurando a corrente, disse em vídeo nas redes sociais que a encenação representava Jair Bolsonaro prendendo Lula, caracterizado como uma figura demoníaca. Ele afirmou que se tratava de uma sátira política e negou intenção racista.
(Redação, João Lemes. Fonte: g1 Rio)
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