Brasília – DF – O clima de guerra no Oriente Médio atravessou o oceano e explodiu dentro do Conselho de Administração da Petrobras. Nesta segunda-feira (6), o diretor de Logística e Comercialização, Claudio Romeo Schlosser, foi exonerado do cargo após uma investida pesada do presidente Lula contra as decisões técnicas da companhia. O estopim foi um leilão de gás de cozinha e diesel que, segundo o petista, ignorou a orientação do governo de não repassar as altas do mercado internacional para o consumidor — uma manobra lida pelo mercado financeiro como puro aparelhamento político com foco na reeleição.
“Cretinice e bandidagem” – Lula não poupou adjetivos ao criticar o ágio de mais de 100% registrado nos leilões, chamando o processo de “bandidagem” e avisando que vai anular as vendas. O drama eleitoral do presidente, que vê suas medidas populistas não se converterem em votos nas pesquisas, bateu de frente com a diretoria técnica da estatal. Para poupar a presidente da empresa, Magda Chambriard, o Planalto preferiu entregar a cabeça de um “soldado” do alto escalão, sinalizando que a Petrobras agora deve seguir a cartilha do Palácio, e não mais as regras do jogo econômico.
Mercado reage e o povo espera – A demissão foi confirmada pela Petrobras em fato relevante, gerando imediata desconfiança entre investidores. Enquanto Lula afirma que “o povo pobre não pagará o preço da guerra”, especialistas alertam que a intervenção nos preços pode custar caro para a saúde financeira da maior empresa do país. Sem explicar se acionou a polícia para investigar a suposta “bandidagem” que denunciou, o presidente deixou claro que, na sua gestão, o lucro da estatal e a lógica de mercado vêm abaixo do projeto político de manter o botijão de gás sob controle a qualquer custo.
Redação, João Lemes; Fonte: Agência Brasil 🚔
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