Nacional – Análises do Ministério da Agricultura encontraram amostras classificadas como virgens entre produtos vendidos nos supermercados como extravirgens. Com base nesses resultados, o Instituto Brasileiro de Olivicultura pediu uma investigação à Receita Federal.
A suspeita
O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, afirma que azeites virgens importados da Europa estariam entrando no país como extravirgens. Segundo ele, a mudança na classificação permitiria comprar o produto por um preço menor, evitar o imposto de importação e vendê-lo numa categoria superior.
As marcas
A denúncia cita amostras das marcas Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Cocinero, Fillipo Berio e Carrefour. O material fornecido não apresenta o posicionamento das empresas citadas. A Receita Federal ainda deverá analisar o pedido do Ibraoliva. (Redação, João Lemes. Fonte: GZH)
NOTA
A diferença do virgem para o extravirgens
Os dois são “virgens” porque são extraídos da azeitona apenas por processos mecânicos. O extravirgem é superior: tem acidez de até 0,8% e não apresenta defeitos sensoriais. O virgem pode chegar a 2% e apresentar pequenas alterações de sabor ou aroma.
Saúde, preço e imposto
O extravirgem costuma preservar mais antioxidantes e compostos fenólicos benéficos à saúde, além de ser geralmente mais caro devido à qualidade superior. O virgem tende a custar menos. Nas importações europeias citadas na denúncia, o extravirgem tem imposto zerado, enquanto o virgem paga 9%.
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