Nacional – A enxaqueca vai muito além de uma dor de cabeça comum e pode limitar trabalho, sono, lazer e rotina. O neurologista Tiago de Paula reuniu sete pontos para entender por que as crises acontecem e como o tratamento pode devolver autonomia.
- O cérebro mais sensível
Segundo o especialista, quem tem enxaqueca apresenta maior sensibilidade a estímulos como luz, cheiro, estresse, sono insuficiente e mudanças hormonais. Isso não significa que a pessoa precise viver isolada, mas que a doença precisa ser tratada. - Os hábitos que influenciam as crises
A condição tem componente genético, mas tabagismo, obesidade, noites mal dormidas, estimulantes e uso excessivo de medicamentos podem piorar o quadro. As mulheres são mais afetadas por causa das oscilações hormonais. - A cafeína exige cuidado
O consumo frequente de cafeína pode aumentar as dores e dificultar o controle em quem tem crises frequentes. Café, energéticos, refrigerantes, chás, chocolates e alguns analgésicos podem conter a substância. A redução deve ser orientada por profissional, pois a retirada brusca também pode provocar dor de cabeça. - O abuso de analgésicos piora a dor
Tomar remédio repetidamente, sem orientação, pode causar cefaleia por uso excessivo de medicamentos. Analgésicos e anti-inflamatórios aliviam a crise, mas o uso frequente pode tornar a dor mais constante e exigir outro plano de tratamento. - A prevenção faz diferença
O tratamento preventivo tenta reduzir a frequência, a intensidade e o impacto das crises. Ele é indicado conforme o número de dias de dor, a incapacidade causada e a resposta aos remédios usados durante os ataques. - A toxina botulínica não é apenas estética
A toxina botulínica tipo A pode ser indicada para enxaqueca crônica. Na neurologia, o objetivo é reduzir a transmissão dos sinais de dor, e não apenas relaxar músculos. A aplicação e a indicação devem ser feitas por médico. - Os gatilhos podem perder força
Com a enxaqueca controlada, o cérebro tende a ficar menos reativo. Assim, muitos pacientes voltam a viajar, frequentar ambientes iluminados e ter mais liberdade na alimentação e no lazer, sem viver em função do medo da próxima crise.
A orientação é procurar avaliação médica, principalmente quando as dores são frequentes, mudam de padrão ou levam ao uso constante de analgésicos.
(Redação, João Lemes. Fontes: especialista consultado, Sociedade Brasileira de Cefaleia e American Migraine Foundation.)
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