Na manhã desta quinta, o presidente Lula encerrou o desfile de 7 de Setembro na Esplanada. Com duas horas de duração, a cerimônia transcorreu em clima de tranquilidade. A tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça encerrou o evento.
A cerimônia foi planejada para transmitir uma mensagem de união, contrastando com anos anteriores, quando o Dia da Independência era palco de tensões políticas.
- Acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin e diversos ministros, Lula marcou presença no desfile. No entanto, alguns ministros, como Fernando Haddad, Flávio Dino e Waldez Góes, não compareceram.
O ministro Márcio França manteve distância do presidente na tribuna. Já os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, estiveram presentes, enquanto o presidente da Câmara, Arthur Lira, não pôde comparecer.
Diferentemente dos anos sob o governo Bolsonaro, o desfile transcorreu sem incidentes significativos. O público presente aplaudiu em sinal de aprovação, e o clima amigável predominou, sem protestos ou vaias. Ao contrário de edições passadas, onde cartazes e manifestações marcavam o evento, as arquibancadas ostentavam predominantemente bandeiras do Brasil.
As camisetas verde e amarelas, embora não dominantes, foram mais visíveis do que as vermelhas. A entrada nas arquibancadas foi limitada a 30 mil pessoas, o que levou a alguma frustração para aqueles que não conseguiram acesso.
Ao todo, o evento contou com a presença de 50 mil pessoas, conforme estimativa da Polícia Federal e do Exército. Após o desfile, o presidente Lula partiu para a Índia, onde participará da reunião do G20, retornando ao Brasil na segunda-feira.



