Geral – A campanha de Flávio Bolsonaro, PL, sofreu um forte abalo nesta quarta-feira (13) depois que o Intercept Brasil divulgou conversas retiradas do telefone de Daniel Vorcaro. As mensagens revelam que o senador e o dono do Banco Master tinham uma proximidade muito maior do que se imaginava, envolvendo negociações de dinheiro grosso para bancar o filme Dark Horse, que conta a história de Jair Bolsonaro.
Dinheiro para produção de cinema
O conteúdo mostra que a conversa passava pela liberação de R$ 134 milhões para o longa-metragem. Documentos da Receita Federal entregues à CPI do Crime Organizado apontam que o Banco Master pagou mais de 2 milhões em 2025 para uma empresa que faria o repasse à produção. Um publicitário ligado ao caso confirmou que intermediou a negociação de outros R$ 62 milhões.
Promessa de lealdade
Em uma das frases que mais chamou a atenção, Flávio escreveu para Vorcaro que estaria com ele “sempre” e que “não tem meia conversa” entre os dois. Isso aconteceu na véspera da prisão do banqueiro. O senador sempre negou ser próximo do empresário, mesmo Vorcaro tendo doado R$ 3 milhões para a campanha do ex-presidente em 2022.
Defesa fala em recurso privado
Flávio Bolsonaro admitiu que os diálogos são reais, mas se defendeu dizendo que o dinheiro buscado era privado e para um projeto que também não envolve recursos públicos. Ele afirmou que conheceu o banqueiro quando não havia suspeitas sobre ele e que apenas cobrou parcelas atrasadas do patrocínio. O senador agora pede a instalação de uma CPI para investigar o banco e separar quem é inocente dos culpados.
Redação, João Lemes; Fonte: GZH
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