Argentina – A pobreza atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, conforme os dados oficiais citados pela Fronteira 360. O cenário contrasta com a avaliação de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que chamou a gestão de Javier Milei de “ótimo exemplo” para o Brasil.
A redução dos registros
O número de empregadores no sistema de seguro contra acidentes de trabalho passou de 512.357, em novembro de 2023, para 480.067, em julho de 2026. São 32.290 registros a menos, uma queda de 6,3%. O período começa no mês anterior à posse de Milei, em dezembro de 2023. O levantamento mostra a redução de empregadores cadastrados nesse sistema, não necessariamente o fechamento definitivo de todas essas empresas.
Em julho, a queda chegou ao 18º mês seguido, com 948 registros a menos que no mês anterior. O país também perdeu 3.485 postos de trabalho formais naquele mês.
As dificuldades para produzir
Segundo a reportagem, as empresas enfrentam consumo enfraquecido, custos elevados, dificuldade para conseguir crédito e concorrência de produtos importados. O ajuste fiscal ocorre em meio a esse cenário. Na comparação anual de julho, o comércio e a indústria recuaram, enquanto a mineração cresceu.
As importações
Conforme o Centro de Economia Política Argentina (CEPA), as importações de bens de consumo aumentaram 34,7% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2023. Os números ajudam a dimensionar as dificuldades do setor produtivo e o contraste com a defesa do modelo argentino como referência para o Brasil.
(Redação, João Lemes. Fonte: Fronteira 360)
Acompanhe o NP pelas redes sociais:
- Tiktok: @np.expresso
- Comunidade no WhatsApp: Clique Aqui
- Instagram: npexpresso
- Facebook: NPExpresso



