Brasília – DF – Riley M. Barnes e Samuel Samson, dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos, tiveram os vistos negados pelo Itamaraty. Eles pretendiam vir ao Brasil para reuniões ligadas ao processo eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão.
A missão americana
Segundo o Washington Post, integrantes dos governos brasileiro e americano afirmaram que a missão poderia colocar em dúvida a segurança das eleições de outubro. Barnes e Samson foram nomeados pelo presidente Donald Trump. O Departamento de Estado confirmou a viagem, mas declarou que a visita seria de rotina e negou qualquer plano para enfraquecer o processo eleitoral brasileiro. Washington Post
A reação brasileira
Diplomatas brasileiros ouvidos sem identificação classificaram a visita como uma manobra incompatível com a democracia. Eles suspeitam que os americanos pretendiam conversar com críticos das urnas e produzir relatórios para questionar a votação. O Itamaraty não informou oficialmente o motivo da negativa dos vistos.
As declarações de Flávio
A notícia apareceu na mesma semana em que Flávio Bolsonaro pediu o envio de observadores internacionais às eleições. Durante uma fala a diplomatas, ele repetiu uma informação falsa que relaciona a empresa venezuelana Smartmatic às urnas usadas no Brasil.
O desmentido do TSE
O TSE afirma que a Smartmatic não fornece urnas nem programas usados nas eleições brasileiras. O projeto e o gerenciamento do sistema eletrônico de votação pertencem à Justiça Eleitoral. A informação falsa circula desde 2017 e já foi desmentida pelo tribunal em diferentes eleições.
Redação, João Lemes. Fonte: O Globo, Washington Post e TSE.
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