Estados Unidos – As negociações comerciais e o diálogo político entre Washington e Brasília também podem sentir os efeitos da votação, avaliam especialistas ouvidos pela GZH.
O que está em jogo
Os americanos escolhem representantes para as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado. Os republicanos controlam hoje as duas Casas. Pesquisas apontam desgaste do governo Trump e indicam possibilidade de avanço dos democratas, principalmente na Câmara. A previsão, porém, não é resultado confirmado.
O professor de Relações Internacionais Roberto Uebel avalia que, se os republicanos perderem a maioria, Trump terá mais dificuldade para aprovar medidas no Congresso. As ações do governo também poderão ser alvo de investigações parlamentares.
Trocando em miúdos
A eleição não escolhe outro presidente. Trump continua no cargo, mas pode perder apoio no Congresso. Se os democratas conquistarem a maioria, terão mais força para barrar projetos e fiscalizar o governo.
Reflexos além das fronteiras
O professor Ricardo Leães avalia que uma derrota republicana pode aumentar a pressão para Trump reconhecer oficialmente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição brasileira. Já João Gabriel Burmann considera que a situação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos pode entrar nas negociações comerciais entre os dois países. Segundo ele, se os democratas controlarem comissões importantes do Congresso, Trump terá menos espaço para usar o tema como moeda de negociação.
Uebel também avalia que, diante de uma derrota, Trump pode concentrar mais atenção em assuntos internos, como o custo de vida, e reduzir o foco em conflitos internacionais.
(Redação, João Lemes. Fonte: GZH)
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