
Um zelador na Rensselaer Polytechnic Institute, localizada no interior do estado de Nova York, desligou um freezer após ser incomodado por repetidos “alarmes irritantes”, resultando na perda de mais de 20 anos de pesquisa. A instituição de ensino entrou com uma ação contra a empresa responsável pela contratação do zelador, a Daigle Cleaning Systems. O zelador não será processado.
O freezer do laboratório continha valiosas culturas e amostras de células que representavam mais de duas décadas de pesquisa. A universidade afirma que uma pequena variação de temperatura de apenas três graus poderia causar danos irreparáveis. No processo, o Instituto Rensselaer culpa a contratante por não fornecer treinamento adequado e supervisão ao zelador.
A universidade está buscando mais de US$ 1 milhão em danos e honorários advocatícios da Daigle Cleaning Systems como resultado desse incidente. A ação alega que a empresa, por meio de supervisão negligente, descuidada e imprudente, causou danos às culturas de células, amostras e pesquisas do laboratório.
Os alarmes foram acionados devido a uma flutuação na temperatura do freezer. As culturas de células e amostras precisavam ser mantidas a -80ºC, e qualquer variação de três graus desencadearia os alarmes. Após um reparo de emergência, a equipe da universidade avaliou que as amostras estavam seguras quando a temperatura caiu para -78ºC.
Enquanto aguardavam o reparo do freezer pela fabricante, a equipe adicionou uma trava de segurança e colocou um aviso no aparelho. No entanto, em 17 de setembro, o zelador, ao ouvir os “alarmes irritantes”, desligou os disjuntores que forneciam eletricidade ao freezer, acreditando estar ajudando. Infelizmente, no dia seguinte, os estudantes descobriram que o freezer estava desligado, resultando na perda da maioria das culturas e comprometendo irreversivelmente mais de 20 anos de pesquisa.
Fonte: noticias.uol



