Filho de ator espanhol vai passar o resto da vida na cadeia

Ele matou e depois esquartejou o corpo de um médico na Tailândia

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Daniel Sancho, filho do ator espanhol Rodolfo Sancho, foi condenado à prisão perpétua na Tailândia pelo assassinato e esquartejamento do médico colombiano Edwin Arrieta, ocorrido em 23 de agosto de 2023 na ilha de Koh Pha Ngan.

A condenação foi anunciada em 29 de agosto de 2024, e a defesa de Sancho planeja recorrer da decisão. O tribunal de Koh Samui, onde o crime foi julgado, considerou que Sancho agiu de forma premeditada.

Além da prisão perpétua, Sancho foi condenado a pagar uma indenização de 4 milhões de baht (130.173 dólares ou 723.000 reais) à família de Arrieta, com 5% de juros ao ano.

A advogada da família da vítima, Bussakorn Kaewleeled, expressou satisfação com a sentença, que assegura a permanência de Sancho na prisão e a compensação financeira à família.

O desaparecimento de Arrieta

Ainda assim, os dois decidiram encontrar-se no dia 2 de agosto de 2023 para a festa da Lua Cheia, na ilha de Koh Samui. Segundo o El Confidencial, o suspeito reservou um quarto de hotel na ilha e, um dia antes do encontro, comprou uma faca, luvas de borracha, sacos plásticos, detergente e outras ferramentas. Os meios tailandeses avançaram ainda que tentou comprar um caiaque. 

Duas versões do crime

Surachate Hakparn, vice-diretor da polícia tailandesa, explicou à EFE que a perícia confirmou que “lutaram, Daniel deu-lhe um soco, depois o médico [Arrieta] caiu e bateu com a cabeça”. Porém, o colombiano morreu “quando [Sancho] começou a cortar-lhe o pescoço”. 

Arrependimento em tribunal

O julgamento aconteceu à porta fechada no Tribunal Provincial da ilha de Koh Samui entre 9 de abril e 2 de maio. Segundo o El País, durante as várias sessões, a acusação apresentou dezenas de provas e testemunhas, incluindo a faca e a serra que Daniel Sancho guardava no quarto do hotel onde morreu o cirurgião.   

Sancho mostrou-se arrependido em declarações ao tribunal: “sinto muito pelo que fiz”, disse. O suspeito lamentou também o sofrimento “dos pais que tinham perdido um filho” e que não tiveram a possibilidade de “enterrá-lo adequadamente”.  

Na Tailândia, a pena por homicídio pode variar entre os 15 e os 20 anos de prisão, prisão perpétua ou pena de morte. Neste caso, o procurador defendeu o homicídio premeditado, algo que no julgamento foi difícil de provar e salvou Sancho da pena de morte.  

Como a sentença ultrapassa os 25 anos, Jeerawat Sawatdichai, o promotor do caso, explicou ao El País, que o detido será transferido para a prisão de Nakhon Si Thammarat, um estabelecimento prisional que conta com mais de 4200 presidiários.

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