Estados Unidos – As famílias americanas começaram a reduzir viagens de carro, concentrar compromissos em trajetos menores e usar mais o transporte público. Uma pesquisa apontou que 44% dos entrevistados mudaram seus hábitos por causa do gasto com combustível.
A cobrança
Donald Trump pressionou empresas como Chevron e ExxonMobil a reduzir os valores nas bombas. Embora se declare defensor da livre iniciativa, o presidente criticou os lucros do setor e afirmou que as companhias deveriam repassar aos consumidores os benefícios das medidas adotadas pelo governo para ampliar a produção de petróleo.
A guerra
A alta começou com o agravamento do conflito no Oriente Médio e as dificuldades no Estreito de Ormuz. A passagem concentra cerca de 20% do consumo mundial de petróleo e derivados. Qualquer ameaça ao transporte pela região reduz a oferta e eleva rapidamente as cotações internacionais.
O mercado
O barril do Brent passou de cerca de US$ 70 para US$ 126 durante a escalada da crise. Depois, recuou para perto de US$ 80 com os sinais de negociação entre Estados Unidos e Irã. Mesmo assim, a redução demora a chegar aos postos porque refinarias trabalham com estoques e contratos fechados anteriormente.
A contradição
Os Estados Unidos são o maior produtor mundial de petróleo, mas exportam parte do que extraem e importam tipos diferentes para abastecer suas refinarias. Por isso, o combustível continua ligado ao mercado global. Especialistas avaliam que a cobrança de Trump produz efeito político, mas tem alcance limitado sem mudanças no preço internacional, no refino e na distribuição.
(Redação, João Lemes. Fonte: g1, com informações da AAA e da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos)
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