Argentina – O novo levantamento interrompeu a trajetória de queda registrada desde o segundo semestre de 2024. A piora ocorre junto ao enfraquecimento da economia, com quedas na atividade, no comércio, na indústria e na construção.
Dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos mostram que 9,7 milhões de argentinos vivem abaixo da linha da pobreza nas 31 áreas urbanas pesquisadas. O índice subiu 4,1 pontos percentuais em relação ao segundo semestre de 2025, quando estava em 28,2%.
A indigência passou de 6,3% para 7,5%. Isso significa que cerca de 400 mil argentinos entraram, em seis meses, na condição de não ter renda suficiente nem para comprar os alimentos básicos. O Nordeste do país teve a maior incidência de pobreza, com 41,5%, enquanto a Patagônia registrou 28,4%.
O resultado ganhou repercussão no Brasil depois que Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, apontou Javier Milei como “ótimo exemplo” e disse que a equipe pretende se inspirar em reformas do governo argentino.
(Redação, João Lemes. Fonte: Fronteira 360, com informações do Indec e C5N)
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