As palavras cruzadas foram inicialmente criticadas por serem vistas como “brutais”, “antissociais” e uma “ameaça nacional”.
Nos anos 1920, o The New York Times recusou-se a publicá-las, argumentando que deveriam manter padrões mais elevados.
O fenômeno também se estendeu aos ursinhos de pelúcia, que foram acusados de serem uma “monstruosidade hedionda” que ameaçava os padrões de gênero e poderia levar ao “suicídio racial”.
Michigan, um padre lançou um ataque devastador: “O suicídio racial, o perigo mais grave que esta nação enfrenta hoje, está sendo promovido e encorajado pela moda de substituir as bonecas tradicionais de nossa infância pela monstruosidade hedionda conhecida como ‘Teddy bear’.” (o ursinho)
O que o preocupava era que os ursinhos de pelúcia não estavam incutindo nas meninas o que eram consideradas as normas de seu gênero, retirando os instintos maternais que ele acreditava que as bonecas ajudavam a desenvolver nelas.
No entanto, ao longo do tempo, tanto as palavras cruzadas quanto os ursinhos de pelúcia se tornaram aceitos e populares na sociedade.
Folha de São Paulo



