Groenlândia – Dinamarca – (Região Ártica). O presidente Donald Trump voltou a manifestar o desejo de obter o controle da Groenlândia por questões de segurança nacional. A Casa Branca confirmou que o governo discute opções para adquirir o território, incluindo o uso potencial das Forças Armadas, o que gerou forte reação de líderes europeus. Trump argumenta que a Dinamarca não protege o local adequadamente e que a ilha é fundamental para monitorar navios russos e chineses no Ártico.
A importância estratégica do território
A Groenlândia está no caminho mais curto entre a Europa e a América do Norte, sendo essencial para o sistema americano de alerta contra mísseis balísticos. Além da posição militar, Washington está de olho nas riquezas naturais, como minerais, petróleo e gás natural, para diminuir a dependência da China. Atualmente, os EUA já operam uma base permanente em Pituffik sob um acordo de defesa de 1951 com os dinamarqueses.
A reação dos países aliados
Líderes da França, Alemanha e Polônia se reuniram para discutir como responder às investidas de Trump contra o território de um aliado da Otan. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, afirmou que uma tentativa de tomada militar causaria uma divisão profunda na aliança ocidental. A Dinamarca e a Groenlândia pediram diálogo e solicitaram que a “briga de gritos” seja substituída por conversas mais sensatas.
O desejo de independência local
A Groenlândia possui autogoverno desde 2009 e tem o direito legal de declarar independência total da Dinamarca por meio de um referendo. Embora a maioria dos 57 mil habitantes apoie a autonomia, muitos temem que uma separação apressada deixe a ilha vulnerável aos interesses americanos. Atualmente, a economia da ilha ainda depende muito da pesca e de subsídios anuais enviados pelo governo dinamarquês.
A disputa global no Ártico
A região do Ártico está cada vez mais militarizada com a presença de potências como Rússia e China expandindo atividades. Trump afirma que a segurança americana depende da ilha para barrar submarinos russos que navegam pelas águas próximas. Enquanto a disputa diplomática ferve, analistas alertam que qualquer mudança no status da Groenlândia precisa passar pela aprovação dos parlamentos de Nuuk e Copenhague.
Fonte: cnn
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