Santiago – RS – (Região Central) Um novo golpe financeiro, com características claras de pirâmide, está sendo aplicado em Santiago e já deixou dezenas de vítimas. O esquema não é novidade para a região. Anos atrás, uma empresa chamada Unik causou prejuízo milionário em vários municípios. Agora, a história se repete. Há relatos de pessoas que perderam cinco mil, outras 14 mil, e promessas de lucros rápidos que nunca chegaram.
O que a polícia já sabe
Segundo o delegado Edson Reis, a polícia já recebeu informações sobre um número grande de vítimas e um prejuízo considerado alto. Porém, até o momento, existem apenas cinco ocorrências formalizadas. Uma das vítimas relatou que fazia parte de um grupo com cerca de 20 pessoas, mas não soube informar quantas, dentro desse grupo, realmente tiveram prejuízo. Não há confirmação oficial de números como 500 vítimas, que circulam em boatos.
Por que registrar ocorrência é essencial
O delegado reforça que as vítimas precisam, obrigatoriamente, registrar ocorrência. O caso configura, em tese, o crime de estelionato. Para vítimas com menos de 70 anos, a investigação só avança se houver manifestação formal de vontade. Sem o registro na delegacia, presencialmente ou pela delegacia online, as informações ficam soltas e não permitem avanço na apuração.


Como funciona a pirâmide
De acordo com a polícia, o funcionamento segue o padrão clássico de pirâmide financeira. As primeiras pessoas que entram recebem os rendimentos prometidos, o que gera confiança e atrai novos investidores. O problema começa do meio para o fim. Quem entra depois não tem lucro algum, pois o dinheiro apenas serve para pagar quem entrou antes. No final, a maioria fica no prejuízo.
Promessas irreais e investigação
Entre os relatos, vítimas afirmam que o golpe prometia rendimentos diários. Um dos exemplos citados foi o de um investimento de 5.900, com promessa de retorno de 3,9 por dia e, em 15 dias, a devolução do valor aplicado mais 3.451,50 de lucro. O esquema envolvia um curso online que ocorria em uma sala física em Santiago. Inclusive, a própria pessoa que alugava a sala afirma ter sido vítima. A polícia agora tenta identificar quem são os responsáveis, se são do RS ou de fora. A orientação é clara: quem perdeu dinheiro deve procurar a polícia e registrar ocorrência o quanto antes. (Redação, João Lemes)
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