
A senadora Damares Alves, ex-ministra da Mulher e da Família durante o governo Bolsonaro, se manifestou após a Polícia Federal apreender 290 kg de maconha em um avião pertencente à Igreja Quadrangular do Pará, liderada por seu tio, o ex-deputado federal e pastor Josué Bengtson. Através de uma publicação no Instagram, Damares negou qualquer envolvimento com o caso e compartilhou uma notícia que indicava a conexão entre ela, o tio, a igreja e a aeronave alvo da apreensão.
Em uma nota divulgada posteriormente, Damares afirmou que tomou conhecimento da operação através da imprensa e entrou em contato com a família, sendo informada de que a denúncia à Polícia Federal sobre a carga suspeita na aeronave foi feita pelos responsáveis pelo avião, ou seja, pela própria igreja. A senadora concluiu a nota afirmando que mais informações poderão ser obtidas com a própria PF.
No momento da apreensão, um suspeito foi preso por tráfico interestadual de drogas. Ele foi encontrado em um hangar destinado a voos particulares no Aeroporto de Belém, no Pará, e tentou fugir, mas foi capturado. A aeronave continha 290 kg de skunk, uma variante mais concentrada e valiosa da maconha.
A Igreja Quadrangular do Pará declarou que um prestador de serviço terceirizado, responsável pela limpeza da aeronave no dia anterior, acessou novamente o avião sem permissão. A igreja afirmou desconhecer a origem das drogas e só teve ciência do conteúdo ilícito após a ação policial.
O piloto foi liberado pela PF, uma vez que não foi constatada sua participação no crime. Não foram divulgadas informações adicionais sobre o suspeito preso.
Paulo Bengtson, filho de Josué Bengtson e também ex-deputado federal, informou que o avião é usado pela Igreja Quadrangular do Pará há cerca de três anos para transportar pastores pelo estado e, em casos de necessidade, levar pessoas doentes. Ele declarou que é a primeira vez que algo semelhante acontece e aguarda a conclusão da investigação, confiando na punição de todos os envolvidos.
Fonte: O Globo



