Estado – As cidades evolvidas são da Região Central (Santa Maria) e Metropolitana. No dia 20, os principais alvos foram as casas de um ex-estagiário e de uma servidora do fórum de Cachoeirinha.
O Tribunal de Justiça do RS afastou 14 estagiários e está investigando sete servidores suspeitos de vazar informações sobre operações policiais para organizações criminosas.
Segundo apurações, advogados tinham acesso prévio a mandados de busca, apreensão e prisão, o que possibilitava fugas e ocultação de provas em diversas ações.
A investigação revelou que os vazamentos eram vendidos por até 3 mil cada, e que o esquema envolvia tanto estagiários como servidores do Judiciário.

Ainda foi identificada a prática de extorsões; criminosos tentavam obter dinheiro para não interferirem nas operações.
Golpe cima de um milhão
Outro vazamento é apurado pela delegada Luciane Bertoletti, de Canoas. Ela investigava uma associação criminosa responsável pelo desvio de 1 milhão e 200 da conta de um técnico em informática.
Os bandidos conseguiram convencer a vítima a fazer transferências, sob a alegação de que estariam fazendo testes de segurança e que essas transferências não seriam reais.
- Depois de ingressar com 30 pedidos de prisão e outros 53 de busca para desarticular o grupo, a delegada ficou surpresa ao perceber que advogados da associação criminosa tiveram acesso aos pedidos antes mesmo do juiz examiná-los.
O Tribunal tomou medidas como a troca de senhas de acesso ao sistema e a suspensão de senhas de estagiários já dispensados.
O compartilhamento de senhas foi considerado irregular e é desencorajado pelo tribunal.
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