São Luiz Gonzaga – Ele confessou que matou Kely Fernanda Ostwald com dois tiros em março de 2016, às vésperas do Dia Internacional da Mulher. Apesar da condenação, Charles permanece em liberdade aguardando recurso.
Charles confessou ter sido o responsável pela morte da ex, mas alegou que os dois disparos aconteceram no momento em que os dois estavam brigando.
Já o Ministério Público (MP) sustentou que ele foi ao local decidido a matar a jovem porque não aceitava o fim do relacionamento. A arma usada no crime tinha numeração raspada. Os dois tinham namorado e morado juntos por cerca de oito anos, e estavam separados havia quatro meses.
O Ministério Público tenta reverter a decisão na Justiça, buscando a prisão imediata do réu.
A família de Kely expressa indignação com a decisão e destaca a importância de conscientização sobre a violência contra as mulheres e a necessidade de políticas públicas de proteção.
O juiz alegou falta de contemporaneidade para justificar a não prisão imediata, e a execução provisória da pena não foi determinada devido à data do crime, que ocorreu antes da aprovação de uma lei que permitiria tal medida. (GZH)
Contemporaneidade
O termo “contemporaneidade” refere-se à condição de algo ser contemporâneo, ou seja, estar relacionado ao mesmo período de tempo ou época. No contexto da decisão judicial mencionada, quando o juiz fala em “falta de contemporaneidade”, ele está argumentando que, após quase oito anos desde a ocorrência do crime, a prisão imediata do réu não seria justificada ou necessária.



