Militares do Exército foram condenados pelo Superior Tribunal Militar por desviar alimentos do Colégio Militar do Recife, incluindo 150 kg de carne. O esquema, liderado por um capitão e operado desde 2016, usava viaturas para transportar os produtos.
As penas variam de cinco a sete anos de prisão, com exclusão das Forças Armadas para quase todos os réus.
A investigação começou em 2019 após um cabo filmar a ação. O prejuízo foi estimado em R$ 69,5 mil, e testemunhas foram ameaçadas para acobertar os crimes.
Processo
Inicialmente, os militares foram absolvidos pela Justiça Militar da União no Recife, sob a justificativa de insuficiência de provas. O Conselho Especial de Justiça argumentou que não havia evidências concretas da existência de uma organização criminosa, nem comprovação suficiente das ameaças e coações relatadas.
Entretanto, o Ministério Público Militar recorreu ao STM, que reformou a decisão e condenou todos os réus por peculato e outros crimes.
Penas aplicadas:
- Capitão João Martins Gomes Neto: 7 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão.
- 2º Sargento Ronaldo Silva dos Santos: 7 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão.
- 1º Sargento Nilson de França Silva: 5 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão.
- 2º Sargento Adalberto Bartolomeu Corrêa Silva: 5 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão.
- Cabo Rodrigo José de Melo Nascimento: 5 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão.
- Cabo Thiago Duarte Rodrigues de Sena: 5 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão.
- Soldado Gabriel Augusto de Lima: 5 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão.
Além das penas, todos os réus, exceto o capitão, foram excluídos das Forças Armadas. Após o trânsito em julgado, o capitão poderá responder a uma ação para a perda de posto e patente, por indignidade e incompatibilidade com o oficialato.
G1
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